Imagens do acervo da FBN compõem a exposição “O Rio de Machado de Assis e seus melhores poemas”

sexta-feira, 27 de março de 2015.
Evento
Machado de Assis, poesia, literatura brasileira, mostra
Inaugurada dia 24 de março com visita guiada e leitura de poesias pela atriz Krika Silva, a mostra é a primeira edição do projeto Vivências Lúdico-Literárias – criado pelo Instituto Oldemburg – e está em cartaz na Galeria de Arte e Literatura da Biblioteca Estação Leitura, localizada na estação Central do MetrôRio. A visitação é gratuita.

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A Avenida Central pela lente do fotógrafo Marc Ferrez.
A Avenida Central pela lente do fotógrafo Marc Ferrez.

As 15 imagens do Rio antigo, de 1840 a 1910, cedidas pela Biblioteca Nacional, também reverenciam os 450 anos da Cidade Maravilhosa, eleita, na exposição, a musa inspiradora de Machado de Assis. As fotos estão associadas aos poemas do escritor, que declamam a beleza feminina retratada através das paisagens cariocas.

O texto de abertura da mostra é assinado pela professora Aline Reis, Mestre em Literatura Brasileira. Ao longo da temporada, que segue até o final do mês de maio, serão oferecidas na galeria sete oficinas de arte-educação, abertas ao público infanto-juvenil, e distribuídos gratuitamente 220 exemplares do livro "Os Melhores Poemas de Machado de Assis". Outras obras do escritor, como "Dom Casmurro", "Quincas Borbas", "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "O Alienista" estarão expostas na vitrine e disponíveis para empréstimo aos leitores cadastrados na Biblioteca Estação Leitura.

De acordo com Daniela Quitete, produtora cultural do Instituto Oldemburg, o projeto Vivências Lúdico-Literárias tem o objetivo de promover a integração entre artes visuais e literatura, para atrair novos leitores e colocar as artes gráficas e a fotografia a serviço do incentivo à leitura. “A exposição de inauguração foi Vidas Secas, com fotos de Evandro Teixeira e textos selecionados da obra homônima, do escritor Graciliano Ramos. O resultado superou expectativas: no período em que a mostra ficou em cartaz, o livro Vidas Secas foi o mais solicitado pelos usuários da biblioteca”, conta a produtora.

Para montar a exposição atual, foi feita uma pesquisa sobre quais acervos iconográficos existentes na cidade possuíam fotografias ou ilustrações do Rio de Janeiro entre os anos de 1840 e 1910, período em que viveu o Machado de Assis. “Entre as opções, o da Biblioteca Nacional foi o mais acessível. Optamos pelo acervo já digitalizado por ser mais prático”, relata Daniela. Ela destaca ainda a importância do acervo da Biblioteca Nacional para as pesquisas e atividades do Instituto Oldemburg de Desenvolvimento, que trabalha constantemente com curadoria de imagens. “A Biblioteca Nacional possui um dos maiores e mais variados acervos do mundo e com acesso muito facilitado e rápido através da BN Digital”, afirma Daniela Quitete.