Novo artigo na Brasiliana Iconográfica: o interesse de d. Pedro II pelo rio São Francisco

terça-feira, 3 de julho de 2018.
Brasiliana Iconográfica
D. Pedro II, Brasiliana Iconográfica, História do Brasil
Em 1859, d. Pedro II – acompanhado pela imperatriz d. Teresa Cristina e por uma comitiva – fez uma viagem às províncias do norte. Entre os objetivos do imperador, estava o de conhecer a região e o curso do rio São Francisco, que nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e deságua no oceano Atlântico, em Piaçabuçu, Alagoas.

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Cachoeira de Paulo Afonso. Óleo do pintor alemão Germano Wahnschaffe.
Cachoeira de Paulo Afonso. Óleo do pintor alemão Germano Wahnschaffe.

Importante via de transporte de mercadorias desde os tempos coloniais, o rio poderia cumprir a função de ligar as províncias do sul, especialmente Minas Gerais e Rio de Janeiro, às do norte, sobretudo Bahia e Pernambuco.

A monumentalidade das diversas quedas d’água que formam a cachoeira de Paulo Afonso, no norte da Bahia, entusiasmaram o imperador, que escreveu em seu diário de viagem: “É belíssimo o ponto que se descobrem 7 cachoeiras, que se reúnem na grande que não se pode descobrir daí, e algumas grandes fervendo a água em caixão de encontro à montanha que parece querer subir por ela acima; o arco-íris produzido pela poeira da água completava esta cena majestosa”.

O texto da Brasiliana Iconográfica conta ainda que a adminiração do imperador com a cachoeira de Paulo Afonso foi tamanha que o d. Pedro II pediu ao fotógrafo Auguste Stahl que registrasse a paisagem, o que foi feito aproximadamente um ano depois, em 1860. A partir dessa imagem, o pintor alemão Germano Wahnschaffe produziu o óleo que ilustra este texto.